Sarai / Sara

 


Gênesis 11. 27; 12.4 e 12. 10-20: Abrão manda Sarai dizer que é sua irmã

Pouco é dito sobre Sarai nesses trechos, a história narrada não gira em torno dela e ela parece estar bem com isso. Ela segue seu marido e meio-irmão quando Deus o manda partir de sua terra demonstrando que ela confiava não só no marido, mas no Deus que o guiava.

Quando ambos chegam ao Egito, ela continua fazendo o que o marido pede e se passa por sua irmã. Ela é levada para casa de faraó para ser sua esposa, o termo traduzido por “foi levada” não indica relação sexual e o faraó não chega a afirmar que a fez sua esposa então é possível que a verdade tenha sido revelada antes que algo acontecesse entre eles.

Nada é dito sobre como faraó descobriu a verdade sobre o relacionamento entre Abrão e Sarai. Podemos supor que alguém, provavelmente Sarai, contou a ele. Isso revelaria coragem da parte dela e franqueza de caráter. Além de autonomia, já que decidiu revelar a verdade em vez de seguir com a farsa criada pelo marido.

 

Gênesis 16. 1-14: Sarai e Ágar

Nesse capítulo percebemos uma Sarai impaciente que preferiu resolver a situação com suas próprias mãos em vez de esperar para que Deus agisse. Ela não confiou em Deus e colocou sua esperança na cultura e nos costumes de sua época. Sarai errou nesse sentido e as consequências de sua impaciência atingiram toda a sua família.

Ao ser desprezada por Ágar, Sarai tomou a decisão certa de ir primeiro a Abrão buscar por sua intervenção, entretanto ela não demonstrou bondade para com Ágar e utilizou-se de sua posição para humilhar sua serva a ponto de querer fazê-la fugir.

 

Gênesis 17. 15-22: Deus muda o nome de Sarai para Sara

Apesar de suas ações anteriores, Sarai não foi excluída da aliança, mostrando que nossas atitudes não modificam a misericórdia divina. Deus permanece fiel apesar da nossa infidelidade.

A mudança de nome é significativa porque, apesar das similaridades, Sarai apontava para sua ascendência e Sara para sua descendência e para o poder sobrenatural de Deus.

 

Gênesis 18. 1-15: Sara ri quando ouve que engravidará

Sara continuou a duvidar da promessa divina e de que poderia conceber mesmo sendo velha. Sua incredulidade reflete a nossa que, muitas vezes, nos deixamos levar apenas pelas circunstâncias que nos cercam e nos esquecemos de que nada é impossível para Deus

 

Gênesis 20: Em Gerar, Sara novamente se passa por irmã de Abraão

Mais uma vez Sara demonstra confiança em seu marido e segue-o até mesmo quando ele está errado e quando experiências passadas mostram isso. Nada é dito sobre ela relutar em atender ao pedido de Abraão ou lembrá-lo do que aconteceu no Egito, fazendo-nos deduzir que ela concordou com os planos do marido.

Apesar do erro do casal, Deus intervém e impede que Sara seja desonrada.

 

Gênesis 21. 1-10: O nascimento de Isaque

O riso de alegria de Sara quando seu filho nasce contrasta com seu riso de descrença. Nesse trecho, Sara se mostra perspicaz ao perceber que Ismael poderia ser um risco. Ela faz o certo ao pedir que seu marido resolva a questão, mostrando que ela entendia a aliança divina. Porém, seu pedido faz parecer que ela ainda não confiava plenamente em Deus, além de demonstrar falta de compaixão.

 

Gênesis 23: A morte de Sara

Sara foi amada. O modo como Abraão sofre e se empenha em dar-lhe um sepulcro grandioso demonstra isso. O fato de sua idade ser mencionada também ratifica sua importância.

 

Outras referências:

Isaías 51. 2; Romanos 4.19; Gálatas 4. 21-31; Hebreus 11.11 e 1 Pedro 3.6.

Em Hebreus, Sara é mencionada como sendo uma mulher de fé. A mesma mulher que antes foi repreendida por não ter fé, agora é elogiada justamente por tê-la.  A trajetória de Sara nos mostra como a graça de Deus é capaz de transformar o coração de alguém.

 

O que Sara nos ensina sobre feminilidade?

Ser mulher é aprender a confiar em Deus e entender que muitas vezes, tropeçaremos em nossa trajetória de fé, mas Deus é misericordioso o suficiente para nos perdoar e nos transformar em mulheres melhores.

Enquanto mulheres, somos submissas primeiramente a Deus e uma esposa não deve compactuar com os erros do marido. Não devemos buscar ser o centro das atenções, mas entender que esse é o lugar de Deus.

Ser mulher é se amada, é ser perspicaz e observadora, é demonstrar compaixão.


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