O perfeccionismo nosso de cada dia

 


Às vezes parece que criatividade e perfeccionismo andam juntos, né? Ao mesmo tempo, o perfeccionismo tem o poder de minar a criatividade aos poucos e tirar todo o prazer de criar. Se, ainda por cima, esse perfeccionismo estiver acompanhado de ansiedade essa mistura se torna ainda mais letal. Mas como lidar com o perfeccionismo quando ele parece ser algo inato? Essa é uma pergunta que eu andei me fazendo há um tempo.

Primeiro eu preciso dizer que o perfeccionismo vai além de querer fazer algo bem feito e por isso pode acabar se tornando um problema. Segundo, não existe um único método para lidar com o perfeccionismo. Esse texto aqui não é uma receita de bolo pra você usar.

Mas voltando ao assunto, gostar de trabalhar com arte sendo uma pessoa perfeccionista pode ser complicado por isso a primeira coisa que precisamos fazer é aceitar que não podemos controlar tudo. A soberania é um atributo divino e não humano. Além disso, precisamos aceitar que somos falhos e que há coisas que não fazemos muito bem. Podemos dar o nosso melhor e até aperfeiçoar as nossas habilidades na medida do que é possível para nós, mas nunca alcançaremos o nível que gostaríamos.

Tenho aprendido que a melhor maneira para lidar com o perfeccionismo é justamente fazer coisas que eu gosto, mas nas quais não sou muito boa. Por exemplo, eu amo fazer trabalhos manuais, mas eu tenho uma péssima coordenação motora. Ao aceitar isso e não deixar esse fato me impedir de tentar criar algo eu consigo me concentrar no processo independente do resultado (que quase sempre fica aquém da minha imaginação). E o bom é que cada vez que consigo guardar meu perfeccionismo numa caixinha e deixá-la de lado eu me divertido mais ao dar vazão à minha criatividade e produzir algo. Além disso,  minhas habilidades vão melhorando aos poucos e por mais que eu saiba que elas nunca chegarão no nível que eu gostaria, eu fico feliz por estar progredindo.

O que eu quero dizer é que precisamos conhecer nossos limites, saber até onde podemos esticá-los e então aceitá-los. Ah! E parar de exigir tanto de nós mesmos.

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