A criança e o culto adulto



Texto inicialmente publicado aqui e foi desse mesmo instagram que retirei a imagem que usei.

Na nossa igreja as crianças participam do culto junto com os adultos uma vez por mês (quando celebramos a ceia), mas se elas possuem uma linguagem de adoração e de aprendizado diferente do adulto, daí a importância do culto infantil, por que é interessante que elas também participem do culto adulto?

Primeiro porque ao participar do culto junto com os adultos as crianças se sentem incluídas e começam a entender que também fazem parte da Igreja. Além do mais, elas aprendem através do exemplo e observando os adultos conseguem entender a importância do culto e como se portar com reverência no templo. Além disso, a participação ocasional no culto adulto facilitará a transição da criança quando, na idade adequada (que pode variar de igreja para igreja) ela deixar de participar do culto infantil para atender regularmente ao culto adulto.

Segundo porque a presença das crianças no culto adulto faz com que os adultos percebam que elas também fazem parte da Igreja. Além disso, faz com que eles desenvolvam sua paciência e empatia.
Há um ditado em inglês que diz que é necessária uma vila para criar uma criança, basta trocar a palavra vila por Igreja que você vai começar a entender sobre o que eu estou falando. Manter uma criança sentada e comportada por quase uma hora assistindo a um culto não é algo fácil, então o que, como Igreja, aqueles que não tem filhos podem fazer para auxiliar os que tem?

1. Tenha empatia. Como afirmamos anteriormente, crianças são agitadas e não é fácil para elas ficarem quietas por muito tempo, então tente se colocar no lugar dela por um momento, lembre-se de que você também já foi criança e tente ver as coisas pela perspectiva dela. Talvez aquela criança que não para de se mexer na cadeira à sua frente esteja cansada de ficar sentada ou aquela que está chorando no templo talvez esteja com sono ou com fome ou adoentada. Pode ser chato ouvir o choro ou aguentar uma criança se mexendo ou fazendo um pouco de barulho toda hora, mas seja paciente e tenha empatia.

2. Não julgue. Talvez aquela criança que claramente está dando trabalho para os pais realmente precise de limites e esteja apenas sendo mau-criada, mas pode ser que ela esteja apenas tendo um mau dia e esteja de mau humor ou, como dissemos antes, talvez ela esteja com sono ou com fome ou adoentada ou, quem sabe, ela seja neuroatípica e você não saiba. Além disso, maus comportamentos fazem parte do processo de aprendizado, até as crianças mais obedientes têm seus momentos de rebeldia. Então, se você não conhece a família e/ou a sua realidade, não julgue. E, se você conhece, e percebe que o problema da criança é falta de limites, converse com os pais e ofereça conselhos EM AMOR ou fale com alguém que tenha intimidade com a família.

3. Não atrapalhe a criança. Já é difícil o suficiente para os pais manterem os filhos comportados sem que tenha pessoas triando a atenção deles durante o culto ao tentarem brincar ou conversar com a criança. Então se você está perto de uma criança, não a distraia porque se você o fizer você não só estará atrapalhando a criança como também estará desviando o seu próprio foco. Então se você está perto de uma criança, não a distraia porque se você o fizer você não só estará atrapalhando a criança como também estará desviando o seu próprio foco que deveria ser adorar a Deus. 



4. Ofereça ajuda. Se você tem intimidade com os pais e está percebendo que eles estão cansados, por exemplo, ofereça ajuda. Simplesmente pergunte o que eles precisam (em vez de assumir que você sabe) e ajude. 




5. Não tente expulsar as crianças. Elas também são pecadoras e precisam de Cristo tal qual um adulto. Lembre-se que o próprio Jesus disse que elas não deveriam ser impedidas de irem até Ele. Tenha em mente também que como Igreja somos também família e um só corpo do qual as crianças também fazem parte.




Além disso, como eu disse anteriormente, crianças são naturalmente agitadas por isso é compreensível que seja difícil para elas se manterem “quietas” durante o culto adulto. Em virtude disso, eu reuni algumas dicas que podem ser úteis para os pais:


1. Converse com a criança antes de irem para a Igreja, explique o que é o culto, porque devemos nos portar com reverência no templo e porque é importante que ela participe desse momento em vez de ficar correndo e brincando do lado de fora ou em alguma sala. Sobretudo, dê o exemplo e mostre a ela como se comportar. 

2. Leve alguns brinquedos, de preferência, que não façam barulhos quando caírem no chão. (Uma boa dica são os amigurumis, bonecos de crochê que estão na moda e podem ter várias formas como animais, princesas, super-heróis, automóveis, etc.) As crianças ficarão distraídas brincando ao mesmo tempo em que estão expostas a palavra.

3. Se a criança não for tão pequena leve papel e lápis para que ela possa desenhar. Incentive-a desenhar o que está vendo (as pessoas cantando, orando, dando o dízimo, o pastor pregando, etc.) e até mesmo o que ela conseguir entender da mensagem da noite. Você pode até dar dicas de coisas que ela pode colocar no papel, mas deixe-a livre para desenhar o que quiser.

4. Se ela já sabe ler peça que, em vez de desenhar, escreva o que está vendo e o que está entendo da mensagem. Nessa fase, é interessante que ela já tenha sua própria Bíblia (uma que não seja infantil), para tentar acompanhar as leituras que são feitas.

Se você tiver alguma dica de algo que faz com seus filhos ou de algo que lembra que seus pais faziam com você é só deixar nos comentários.

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