Melhores leituras de 2018 - Parte 1



O primeiro semestre desse ano foi bem produtivo pra mim no quesito leituras. O motivo? Eu estava sem tempo pra ler. Eu sei que isso pode parecer contraditório, mas vejam bem, eu defendi minha dissertação de mestrado no começo abril (o que significa que eu precisei finalizá-la até a metade de fevereiro para conseguir entregá-la no início de março). Ou seja, em janeiro eu estava mega aperreada tentando escrever os últimos capítulos do tcc, mas, como toda boa procrastinadora, eu deixei o macaco da gratificação instantânea tomar o volante do meu cérebro e, além de escrever loucamente, eu também li loucamente. Ironicamente, depois que entreguei a versão final da dissertação meu ritmo de leitura diminuiu um pouco. Agora, sem mais delongas, vamos à lista das melhores leituras desse primeiro semestre:

PÉROLAS NA AREIA - Tessa Afsher
Esse livro reconta a história de Raabe de um modo mais romanceado. Pra quem não sabe, Raabe era uma prostituta que auxiliou dois espiões hebreus e, por isso, foi poupada pelo exército israelita quando Jericó  foi destruída. Posteriormente, ela se casou com um hebreu e de sua descendência nasceu Jesus. Voltando para a adaptação, eu amei muito esse livro. Raabe é uma mulher forte, inteligente, corajosa, curiosa e cheia de fé, uma verdadeira heroína. Ela enfrenta as provações pelas quais passa inicialmente confiando em si mesma, mas quando ouve sobre o Deus verdadeiro ela começa a questionar sua existência até se render completamente e passar a confiar nEle e buscá-lO sempre mais. Salmon é um guerreiro, um homem forte, inteligente, cheio de fé, mas um pouco bruto. Uma das coisas que achei interessante foi o fato de essa ser a primeira adaptação que eu vi na qual ele não foi retratado como um dos espias enviado a Jericó e isso é importante porque ele não simpatiza com Raabe a princípio pelo contrário, o romance entre eles se desenvolve de maneira lenta e bem turbulenta. Acho interessante ressaltar que uma das minhas personagens preferidas foi Josué, além de, muitas vezes, servir de cupido para o casal protagonista, ele tinha as melhores falas, inclusive deu altos cortes bem merecidos em Salmon. É uma leitura leve e gostosa, uma história de amor e fé. Recomendo não só para quem é cristão, mas para qualquer um que goste de uma boa história de romance.  

UM AMOR PARA LADY JOHANNA - Julie Garwood
Eu não tinha muitas expectativas quanto a esse livro, mas achei a capa legal e como tava rolando um viajante literário dele em dos meus grupos de whatsapp eu decidi participar. Quando chegou a minha vez de ler o livro eu fiquei muito feliz por essa decisão. Foi uma leitura deliciosa e hilária, eu perdi a conta de quantas vezes eu gargalhei lendo esse livro. Todas as personagens, com exceção dos vilões, são cativantes e não tem como desgostar de nenhum deles. O relacionamento entre Johanna e MacBain se desenvolve de maneira devagar (e muito engraçada), o amor e a confiança são construídos aos poucos até porque o livro também aborda assuntos pesados como violência doméstica. O mistério em torno do segredo guardado por Johanna me deixou curiosa o tempo inteiro e eu elaborei altas teorias. Enfim, é uma história divertida, do tipo que você só para de virar as páginas quando o livro acaba.   

Minha história com essa trilogia começou de trás para frente porque primeiro eu li o conto "O garoto que desapareceu" (um spin-off da trilogia cheio de spoilers, obviamente) e me apaixonei pela Vívian e pelo modo como ela se apaixonava por todo mundo de maneira tão intensa seja pela coleguinha do jardim de infância que viria a ser a sua melhor amiga, seja pelo melhor amigo do irmão, seja pela "Barbie Malibu" que seria aquela a suprir sua necessidade de voltar a ter uma amiga, seja pelos seus pirralhos incontroláveis mais conhecidos como alunos. Também gostei muito do Bernado e fiquei curiosa pra saber (e entender) como aquela dinâmica familiar se formou (eu levei mais da metade do conto pra entender quem era irmão de quem) então eu corri para ler "O garoto dos olhos azuis" que, por sorte, eu já tinha baixado no meu kindle. Aí foi a vez de eu me encantar pela Bárbara (Barbie Malibu) e pelo Ian (irmão da Vívian). Depois de ouvir a avó contar diversas histórias de  contos de fada, Bárbara acreditava piamente na existência do "cavalo branco" (daí os cavalos nas capas) e achava que tinha encontrado o seu noivo a abandonar no altar. Tentando reconstruir sua vida, ela vai morar com seus irmãos (Augusto e Gustavo) e com o melhor amigo deles Ian. Depois de devorar esse livro, eu corri na Amazon e comprei os outros dois. Em "O garoto que tinha asas", conhecemos mais sobre o Augusto, que não acreditava na existência do tal "cavalo branco", e a Ana, uma garota misteriosa que ele resgata em um acidente de trânsito. Já em "O garoto que eu abandonei" é a vez da história do Gustavo, aquele que não só acreditava no "cavalo branco" como queria montá-lo e ir ao encontro de sua princesa, e da Marcela ser contada. Todos as narrativas são releituras de contos de fada, mas a Raíza consegue dar uma roupagem completamente nova, e muitas vezes inesperada, para cada um deles. A escrita dela é leve e fluída, do tipo que te faz virar página atrás de página sem parar (acho que li a trilogia toda em 4 ou 5 dias). Os livros (e o conto) são divertidos com várias cenas engraçadas, mas também com muito drama e cenas tristes também. A interação entre as personagens foi uma das coisas que eu mais gostei. Super recomendo pra quem gosta de releituras de contos de fada e/ou romances.

A GUERRA QUE SALVOU MINHA VIDA - Kimberley Bradley
Esse é livro despertou meu interesse desde a primeira vez que o vi por conta do título, uma vida ser salva pela guerra me parecia contraditório e foi isso que despertou minha curiosidade. Mas não é só título que consegue ser contraditório: a história consegue ser fofa e pesada ao mesmo tempo. O romance se passa durante a II Guerra Mundial, Ada - uma menina com o pé torto -, e seu Jaime moram com a Mãe. Porém, quando ela avisa que está considerando enviar o filho para o interior do país junto com outras crianças -que também estavam sendo enviadas pelos pais por medo de que a cidade fosse bombardeada - , mas que manterá Ada em casa, os irmãos decidem fugir e partir junto com as outras crianças. No interior, eles acabam indo parar sob os cuidados da Srª Smith, uma mulher que já tem problemas demais para ainda ter que tomar conta de duas crianças (não é dito claramente no livro, mas diversas passagens dão a entender que ela sofre de depressão). A Srª Smith não quer as crianças, mas as trata com respeito e carinho, ela não sabe cuidar de crianças, mas os veste e os alimenta e é assim que, aos poucos, o relacionamento entre os três vai sendo construído e um laço de confiança e amor vai sendo formado. Essa é uma história sobre auto-descoberta e desenvolvimento, é uma história de uma menina aprendendo a confiar nos adultos e em si mesma, aprendendo a deixar as pessoas se aproximarem a ponto de serem chamados de amigos sejam eles outras crianças, adultos ou idosos. Recomendo pra quem gosta de livros com fundo histórico e/ou cujo foco está no desenvolvimento das personagens. Ah! Caso, alguém aí esteja pensando em ler esse livro, devo avisar ele tem uma sequência: "A guerra que me ensinou a viver".    

"Colheita de rubis" é um livro que se passa durante um período bíblico, mas não é uma narrativa bíblica. Ela conta a história de Sara, prima do profeta do Neemias e a escriba oficial da Rainha da Pérsia. Ela é uma mulher inteligente e, devido ao seu trabalho, independente. Um dia, ela descobre uma conspiração no palácio e a Rainha Damaris fica tão satisfeita com o seu trabalho que decide recompensá-la com o melhor presente possível: um marido (isso mesmo, vocês não leram errado, o cara é que foi dado como prêmio pra ela por serviços bem prestados). O problema é que Sara não quer se casar porque isso significa perder tanto o seu trabalho quanto a sua independência. Dario, seu esposo troféu, também não gosta da ideia de um casamento arranjado, mas, a princípio, lida com a ideia melhor que Sara. No decorrer do livro, vemos não apenas o desenvolvimento do casal, mas, principalmente o crescimento espiritual e pessoal de Sara. Aos poucos, ela vai aprendendo a confiar em outras pessoas além de si mesma, principalmente em Deus, ela vai fazendo amizades, aprendendo coisas novas e tentando ganhar a confiança do marido. Eu amei todas as personagens (menos o mordomo), mas acho que a minha preferida foi a rainha, ninguém shippou mais esse casal do que essa mulher, ela interfere no relacionamento deles o livro quase todo e faz de tudo para que eles fiquem juntos. Esse livro é uma jornada de fé e de amor e, assim como Pérolas na areia, eu recomendo não só para quem é cristão, mas para qualquer um que goste de uma boa história romântica. 
O segundo livro, "Colheita de ouro" é um pouco mais cansativo porque foca um pouco mais em Neemias e relata a reconstrução do templo de Jerusalém. Mas a ênfase da história é em Dario, em sua jornada para conhecer o Deus de sua mãe e de Sara e para aprender a amar sua esposa. Ele vai aprender que a esposa possui muitas falhas, mas ele também possui e que ele também precisa aprender a confiar nela, a perdoar e a pedir perdão. Eu senti falta da rainha nesse livro (ela aparece pouco), mas, em compensação, somos apresentados a personagens novas e igualmente cativantes - a Roxanne, por exemplo, ganhou meu coração (na verdade, todas as mulheres do dois livros são maravilhosas) -, tanto que eu acho que um quase casal apresentado nesse romance merecia ganhar um livro só deles.  

Bem, esses foram os melhores livros que li nesse semestre. E vocês? O que andaram lendo? Já leram algum dos livros que citei aqui? O que acharam? Respondam aí nos comentários.

Ps. As capas dos livros foram retiradas do site da Amazon e eu fiz a montagem do painel.

***

Gostou desse post? Então compartilhe! ;)

Comentários